Matriz de Habilidades Essenciais

DCGO-EM - Ampliado
3º ano - 1º Bimestre
UNIDADE TEMÁTICA

HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS603) Analisar a formação de diferentes países, povos e nações e de suas experiências políticas e de exercício da cidadania, aplicando conceitos políticos básicos

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS603A) Entender os processos de formação da Primeira Guerra Mundial, utilizando os fatos históricos que remetam às experiências políticas e de exercício da cidadania para sistematizar os conceitos de Estado, poder, sistemas e regimes de governo.
Compreender o pensamento político de Hannah Arendt para pensar criticamente o poder e a soberania no Estado contemporâneo.
Analisar as relações de poder nas sociedades contemporâneas a partir do pensamento de Foucault.

CONTEÚDO
Primeira Guerra Mundial
Independência da América Latina
Revolução Russa
Formação Histórica e Política do Brasil e América Latina
Estado, poder, formas, sistemas e regimes de governo
Soberania
Cidadania
Geopolítica Mundial

MODERNA PLUS FILOSOFIA VOLUME ÚNICO
GO-EMCHS603A: 1ª Guerra + cidadania, Estado, poder e regimes
Como trabalhar em Filosofia (recorte conceitual)
Use a 1ª Guerra como “laboratório histórico” para sistematizar conceitos: Estado (território, leis, aparato administrativo, monopólio da força), poder (força, legitimidade), soberania (mando em última instância), regimes (democracia/autoritarismo/totalitarismo) e cidadania (participação, direitos e deveres).

O PDF da Unidade 4 oferece o núcleo conceitual: define poder como relação e discute força como instrumento do poder, além de diferenciar legitimidade e coerção.

Ainda na Unidade 4, o Estado moderno é caracterizado por aparato administrativo e monopólio do uso legítimo da força (Weber) e por legalidade/Estado de direito, o que ajuda a ler a escalada para a guerra como disputa entre Estados soberanos e militarizados.

Onde o material ajuda (e onde é lacunar)
Nos trechos localizados, não há um bloco explicativo específico sobre a “formação da Primeira Guerra Mundial”; o próprio material remete esse aprofundamento ao componente História da coleção (capítulos de História citados no quadro da unidade).

Em compensação, há um encaixe didático forte para articular “experiências políticas e cidadania” com fenômenos do século XX: o texto da Unidade 6 destaca que as experiências totalitárias ocorreram após a Primeira Guerra Mundial e envolveram violência ilegítima do Estado contra cidadãos, o que permite construir a ponte 1ª Guerra → crise → radicalizações políticas.

Estrutura sugerida (com este material)
Conceitos-base (Estado, soberania, poder, legitimidade, cidadania).
“Da guerra entre Estados” à crise de cidadania: quando a política se desorganiza, cresce apatia/atomização e abrem-se espaços para formas autoritárias.

Regimes e sistemas: diferenciar democracia, autoritarismo e totalitarismo com critérios (pluralismo, ideologia, violência, participação).

Hannah Arendt: poder e soberania no Estado contemporâneo
Tópicos diretamente contemplados no PDF
O material traz Arendt como referência central para compreender o totalitarismo, distinguindo-o de despotismo, tirania e ditadura, e enfatizando que ele destrói tradições sociais, legais e políticas e transforma massas em sustentação do sistema.

Há um recorte forte sobre o papel das massas (indiferença política, desarticulação, “neutralidade”) e como isso pode sustentar regimes totalitários sem necessidade de persuasão, favorecendo a violência.

A “banalidade do mal” aparece vinculada ao caso Eichmann: o problema filosófico é a obediência e a submissão a valores externos sem reflexão crítica, conectando ética, cidadania e responsabilidade.

O texto “Nós, refugiados” permite conectar soberania/Estado a pertencimento, perda de direitos e ruptura de laços sociais, trazendo o debate para problemas contemporâneos (refúgio, nacionalidade, proteção).

Como enfatizar “poder e soberania” em Arendt (via o que o PDF dá)
Trabalhe soberania não só como “força do Estado”, mas como a capacidade (ou pretensão) de reorganizar totalmente o social, o legal e o político; no totalitarismo isso se converte em dominação total e em terror.

Use “massas politicamente indiferentes” como chave de crítica do presente: a crise de participação (cidadania fraca) se torna terreno para decisões concentradas e normalização do inaceitável.

Foucault: relações de poder nas sociedades contemporâneas
Tópicos diretamente contemplados no PDF
O material apresenta Foucault como autor que estabelece nexo entre saber e poder: para ele, o poder produz o que passa a ser considerado verdade, e as estratégias de poder são imanentes à vontade de saber.

A “sociedade disciplinar” é descrita como expansão de dispositivos de disciplina (escola, hospital, oficina, família), com vigilância, controle do corpo e normatização.

O texto também explicita “microfísica do poder”: o poder não se concentra só no Estado, mas circula em redes e relações (pai, professor, médico etc.).

Biopoder aparece como poder que incide sobre a vida e os corpos, fabricando “corpos dóceis”; há excerto de Vigiar e punir para sustentar análise de adestramento e fabricação de subjetividades.

Há aplicação direta ao tema sexualidade e normalização (patologia/normalidade; discursos especialistas; controle), com citação de Microfísica do poder e conexão a direitos LGBTQIA.

UNIDADE 4: conceitos de poder/força, Estado moderno (Weber), legalidade/Estado de direito, cidadania (direitos e deveres), legitimidade do poder.

UNIDADE 6: Arendt (totalitarismo, massas, banalidade do mal, refugiados) + caracterização de regimes totalitários e contexto pós-1ª Guerra.

UNIDADE 5: Foucault (verdade/poder, instituições disciplinares, microfísica do poder, biopoder, normalização) → habilidade de análise de poder nas sociedades contemporâneas.

3º ano - 2º Bimestre
UNIDADE TEMÁTICA
 
HABILIDADE
(EM13CHS604) Discutir o papel dos organismos internacionais no contexto mundial, com vistas à elaboração de uma visão crítica sobre seus limites e suas formas de atuação nos países, considerando os aspectos positivos e negativos dessa atuação para as populações locais.
 
OBJETO DE CONHECIMENTO
(GO-EMCHS604D) Analisar a atuação da ONU no Brasil Contemporâneo, pesquisando a influência da Filosofia Humanista como base ética da reflexão e atuação em prol dos direitos fundamentais para construir uma visão crítica sobre o papel dos organismos internacionais no contexto dos Direitos Humanos.
 
Compreender o pensamento político de Tomás de Aquino (o papel do governante no cuidado dos súditos).
Analisar, por meio da filosofia de Erasmo de Roterdã, a relação entre a filosofia humanista e os princípios fundamentais dos direitos humanos.
 
CONTEÚDO
Organismos Internacionais
Segunda Guerra Mundial
Guerra Fria
Mundo Contemporâneo
Movimentos Sociais
 
MODERNA PLUS FILOSOFIA
Há material muito bom no livro para essa habilidade, sobretudo no Capítulo 12 – Direitos humanos e no Capítulo 11 – Teorias sobre a violência, com apoio da abertura do livro sobre a Agenda 2030 da ONU. Para o foco específico em organismos internacionais, ONU no Brasil, Filosofia Humanista, Tomás de Aquino e Erasmo de Roterdã, o melhor recorte confirmado no PDF está nas páginas 4–5, 319, 324–345 e 350–353, mas faço uma ressalva importante: não localizei, nos trechos recuperados do anexo, uma seção explícita sobre Tomás de Aquino ou Erasmo de Roterdã; para esses autores, o livro parece oferecer mais apoio indireto por contexto histórico do que um tratamento central neste capítulo.
 
Páginas mais úteis
O bloco mais forte para a habilidade EM13CHS604 está nas páginas 324–345, onde o livro discute direitos humanos, a Declaração Universal, críticas à eficácia desses direitos, sua historicidade e as tensões entre universalismo e diversidade cultural. Para relacionar isso à atuação da ONU no Brasil contemporâneo, as páginas 350–353 são especialmente produtivas, porque propõem investigação sobre violações de direitos humanos no Brasil e análise documental de fontes, o que favorece uma leitura crítica da atuação institucional.
 
ONU e organismos internacionais
A abertura do livro apresenta a Agenda 2030 e afirma que a ONU lançou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em 2015, com adesão de 193 países, incluindo o Brasil, destacando monitoramento, avaliação e cooperação entre governos, empresas, instituições e sociedade civil. Isso já fornece um ponto de entrada para discutir o papel positivo dos organismos internacionais, mas também permite questionar limites entre formulação global de metas e sua efetivação concreta nos territórios locais.
 
Além disso, o próprio livro menciona a Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948 pela Assembleia Geral da ONU, e observa que, apesar de sua vigência formal, uma parcela expressiva da população do planeta segue sem essas garantias, o que é excelente para uma abordagem crítica sobre eficácia e limites da atuação internacional. Essa problematização pode ser ampliada com dados atuais da ONU no Brasil: a organização tem presença fixa no país desde 1947 e atua em cooperação com governos, universidades, setor privado, ONGs e sociedade civil em agendas de desenvolvimento humano.
 
Páginas e trechos do livro
1) Abertura sobre ODS e ONU
pp. 4–5: apresentação da Agenda 2030, dos ODS e da lógica de cooperação global.
 
Trecho útil: o livro afirma que a ONU lançou os ODS em 2015 e que os países signatários, inclusive o Brasil, assumiram compromisso de implementar um plano de ação global, com monitoramento em níveis global, nacional e regional.
 
2) Paz, organismos internacionais e ação multilateral
p. 319: “Irenologia: a ciência da paz”.
 
Trecho útil: o livro afirma que a iniciativa dos estudos sobre a paz partiu da UNESCO, envolvendo pesquisadores de várias áreas e filósofos como Bertrand Russell, o que ajuda muito a discutir o papel de organismos internacionais na promoção da paz e da educação para a paz.
 
3) Direitos humanos e ONU
p. 324: abertura do capítulo “Direitos humanos”.
 
p. 339: seção do sumário “Declaração Universal dos Direitos Humanos”.
 
Trecho útil da p. 324: o livro registra que os direitos humanos estão enunciados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948 pela Assembleia Geral da ONU, mas observa que esses direitos são cotidianamente violados e, às vezes, até rejeitados por setores da sociedade.
 
4) Historicidade, justiça e dignidade
pp. 330–335: histórico da noção de direitos humanos, justiça, equidade e dignidade humana em Kant.
 
Esse bloco é essencial porque permite mostrar a base filosófica da defesa dos direitos fundamentais e construir a ponte com a ética humanista moderna.
 
5) Crítica e realidade brasileira
pp. 350–353: “Direitos humanos no Brasil”.
 
Trecho útil: o livro apresenta dados sobre violações de direitos no Brasil e propõe seminários e podcasts com análise documental sobre direitos de migrantes, mulheres, população carcerária, discriminação étnica e desigualdades de acesso a moradia, saúde e educação. Esse material é excelente para relacionar a ONU e os organismos internacionais à realidade brasileira, inclusive avaliando onde a atuação internacional apoia políticas públicas e onde seus efeitos são limitados.
 
Filosofia humanista e direitos humanos
No livro, a base ética mais explícita para os direitos humanos aparece em Kant, especialmente nas páginas 334–335, quando o texto afirma que o ser humano não pode ser usado apenas como meio, mas sempre como fim, e que o respeito à dignidade humana vale tanto nas relações entre indivíduos quanto entre Estados. Esse é o apoio filosófico mais direto encontrado no anexo para construir a reflexão ética sobre direitos fundamentais.
 
Esse vínculo com tolerância, formação ética e dignidade humana ajuda a construir a ponte com os princípios fundamentais dos direitos humanos, especialmente quando comparado ao tratamento da dignidade e da autonomia nas páginas 334–335 do livro.

3º ano - 3º Bimestre
UNIDADE TEMÁTICA

HABILIDADE

OBJETO DE CONHECIMENTO

CONTEÚDO


3º ano - 4º Bimestre
UNIDADE TEMÁTICA

HABILIDADE

OBJETO DE CONHECIMENTO

CONTEÚDO

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