TEMA: Política para
quê?
Nossa aula foi:
3ºA, terça-feira, 24 de fevereiro de 2026 .
3ºB, terça-feira, 24 de fevereiro de 2026 .
3ºC, terça-feira, 24 de fevereiro de 2026 .
EIXO TEMÁTICO
HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS603) Analisar a formação de diferentes países, povos e nações e de suas experiências políticas e de exercício da cidadania, aplicando conceitos políticos básicos.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS603A) Entender os processos de formação da Primeira Guerra Mundial, utilizando os fatos históricos que remetam às experiências políticas e de exercício da cidadania para sistematizar os conceitos de Estado, poder, sistemas e regimes de governo. Compreender o pensamento político de Hannah Arendt para pensar criticamente o poder e a soberania no Estado contemporâneo. Analisar as relações de poder nas sociedades contemporâneas a partir do pensamento de Foucault.
CONTEÚDO
Estado, poder, formas, sistemas e regimes de governo
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender diferentes sentidos do termo “política” no uso cotidiano e no sentido clássico (polis).
Problematizar a associação entre “política” e “politicagem”, identificando critérios para um juízo mais consistente.
Relacionar política a problemas contemporâneos, analisando a crise climática como questão política que exige mobilização social.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de
aula:
Apresentar o tema e ativar conhecimentos prévios, solicitando registrar (em 2 linhas) “o que é política” e “para que serve”, antes da leitura.
Organizar a turma em grupos e aplicar Rotação por
Estações, estruturando tarefas com foco em leitura, análise e colaboração.
Realizar leitura orientada do texto “Política para quê?” e esclarecer vocabulário-chave (polis, governar/gerir, negociação, interesse coletivo/particular).
Política: Conjunto de práticas e decisões ligadas à vida pública e à organização da convivência em sociedade; no texto, envolve desde usos cotidianos do termo até o sentido de governar a “cidade” e enfrentar problemas coletivos.
Polis: Palavra grega que significa “cidade”; no
texto, aparece como a origem do termo “política” e indica a vida em comunidade
organizada.
Arte de governar: Ideia de política como capacidade
de conduzir decisões e regras que orientam a vida coletiva (o “destino da
cidade”), e não apenas opinião individual.
Gerir (gestão do destino da cidade):
Administrar/organizar a vida pública, tomando decisões sobre recursos, normas e
prioridades que afetam a coletividade.
Agente político: Pessoa (ou grupo) que atua na
política, tomando decisões, representando interesses e influenciando rumos
coletivos; no texto, suas expectativas variam conforme época e sociedade.
Negociação: Processo de dialogar, ceder e buscar
acordos para resolver conflitos ou decidir caminhos, evitando rigidez e
buscando soluções possíveis.
Intransigência (rigidez): Postura de não ceder e
não considerar alternativas; no texto, é contrastada com “ser mais político” no
sentido de negociar.
“Política” institucional (da
empresa/escola/Igreja): Modo de proceder de uma instituição; conjunto de
regras, diretrizes e práticas que orientam suas ações.
Politicagem: Uso pejorativo que indica exercício
equivocado do poder público, quando interesses particulares se sobrepõem ao bem
comum.
Poder público: Autoridade e estruturas do Estado
responsáveis por governar e administrar interesses coletivos (leis, políticas
públicas, fiscalização etc.).
Interesse coletivo: Aquilo que beneficia a
comunidade como um todo (bem comum), servindo como critério para avaliar ações
políticas no texto.
Interesse particular: Aquilo que favorece
indivíduos ou grupos específicos; no texto, quando domina o espaço público,
caracteriza “politicagem”.
Contexto temporal/espacial: Circunstâncias
históricas (tempo) e sociais/geográficas (lugar) que mudam o sentido e as
expectativas sobre a política ao longo da história.
Mobilização social: Ação coletiva de grupos e
cidadãos para pressionar por mudanças (leis, fiscalização, prioridades),
apresentada no texto no caso das pautas ambientais.
Crise climática: Problema ambiental de grande
escala que, segundo o texto, também é político por exigir decisões públicas e
ação coletiva.
Leis ambientais (mais rígidas): Normas que regulam
a proteção do meio ambiente; no texto, aparecem como reivindicação de
movimentos sociais.
Fiscalização: Acompanhamento e controle do
cumprimento das leis (por exemplo, verificar impactos ambientais e punir
irregularidades).
Impactos ao ambiente: Efeitos das atividades
humanas sobre a natureza (poluição, desmatamento, degradação), que motivam
reivindicações por controle e mudanças.
Modos produtivos: Formas de produzir bens/serviços
(economia e indústria); no texto, são mencionados como passíveis de alteração
para reduzir exploração de recursos.
Recursos naturais: Elementos da natureza usados na
produção e na vida humana (água, florestas, minerais); no texto, a exploração
deles é um ponto de crítica e mudança.
Conduzir as estações (10–12 min cada) e promover
rodízio: Estação 1 (mapear sentidos da palavra “política” citados no texto, com
exemplos do cotidiano); Estação 2 (identificar trechos que diferenciam política
de “politicagem” e justificar o critério); Estação 3 (construir uma definição
síntese de política em 1–2 frases e apresentar ao grupo); Estação 4 (analisar o
parágrafo sobre crise climática e listar 2 ações políticas citadas ou
implicadas no texto).
Política como “saber negociar/ser flexível” no convívio: usar “ser mais político” para evitar rigidez e buscar uma boa solução em situações do dia a dia.
Política como “modo de proceder” de instituições:
falar em “política da empresa”, “política da escola” ou “política da Igreja”
para indicar diretrizes, regras e formas de atuação.
Política em sentido pejorativo (associada
indevidamente): usar “política” como sinônimo de algo ruim, por desencanto,
aproximando o termo de práticas vistas negativamente.
Política como “politicagem” (distorção do poder
público): entender como exercício equivocado do poder público em que interesses
particulares prevalecem sobre os coletivos.
Política como “arte de governar” (sentido
clássico): relacionar à origem em polis (“cidade”) e à ideia de governar/gerir
o destino da cidade (a vida pública).
Política como conceito histórico e variável:
reconhecer que o significado e as expectativas sobre a ação política mudam
conforme o contexto temporal/espacial e as características de cada época e
sociedade.
Política como mobilização e decisões sobre
problemas coletivos contemporâneos: compreender a crise climática também como
problema político que demanda mobilização social, leis ambientais mais rígidas,
fiscalização e mudanças nos modos produtivos.
Sistematizar em plenária, comparando respostas dos
grupos e registrando no quadro uma definição coletiva e um quadro “sentidos de
política” (cotidiano, institucional, pejorativo, clássico/histórico,
contemporâneo-ambiental).
MATERIAL:
Moderna Plus Filosofia, capítulo 7.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Aplicar uma produção curta individual (8–10 linhas) respondendo: “Política para quê?”, exigindo: 1 definição (com polis), 1 distinção entre política e politicagem, 1 exemplo de questão política atual (podendo ser a crise climática).
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Aplicar avaliação acessível e significativa, priorizando demonstrar compreensão do que foi ensinado de forma acessível (não apenas por prova escrita longa).
Oferecer versão reduzida e estruturada: 5 questões objetivas de
compreensão + 2 questões de resposta curta (1–2 frases), com possibilidade de
resposta oral ao professor ou gravação breve, quando necessário.
Dividir a tarefa em etapas pequenas (por exemplo: primeiro marcar
alternativas, depois completar frases), garantindo tempo estendido e mediação
com leitura guiada quando houver dificuldade de inferência.
Incluir apoio visual e modelagem na atividade (exemplo preenchido de como
distinguir “política” x “politicagem”; quadro com palavras-chave do texto) para
reduzir barreiras de layout e vocabulário.
MATERIAL:
Política para quê?
1. A política é um assunto que cada vez mais pessoas julgam conhecer bem; por isso, é comum haver quem se sinta apto a falar com propriedade sobre o tema. No entanto, nem sempre as ideias expressas por essas pessoas têm consistência, em razão do desconhecimento de conceitos necessários para pensar criticamente a atividade política.
2. Nas conversas cotidianas, usamos a palavra política com diferentes sentidos. Para alguém muito intransigente, aconselhamos ser “mais político”, ou seja, evitar a rigidez e aprender a negociar uma boa solução para um eventual problema ou para tomar a melhor atitude em situações diversas. Costumamos nos referir à “política” da empresa, da escola ou da Igreja como alusão ao modo como essas instituições procedem. A palavra pode ser também empregada com sentido pejorativo, quando pessoas desencantadas a associam indevidamente à “politicagem”, isto é, ao exercício equivocado do poder público, em que predominam interesses particulares sobre os coletivos.
3. Afinal, de que trata a política? Termo oriundo do grego polis (que significa “cidade”), refere-se à arte de governar, de gerir o destino da cidade. Ao acompanhar o movimento da história, pode-se constatar que essa definição adquire diferentes nuances conforme o contexto temporal/espacial e as especificidades de cada época e sociedade, bem como variam as expectativas a respeito da atitude do agente político.
4. Nas últimas décadas, vêm ganhando força as manifestações relacionadas às questões ambientais e a noção de que a crise climática é também um problema político que exige mobilização social. Os manifestantes costumam reivindicar leis ambientais mais rígidas para a fiscalização dos impactos ao ambiente, bem como alterações nos modos produtivos que diminuam a exploração dos recursos naturais.
3ºA, terça-feira, 24
3ºB, terça-feira, 24
3ºC, terça-feira, 24
EIXO TEMÁTICO
(EM13CHS603) Analisar a formação de diferentes países, povos e nações e de suas experiências políticas e de exercício da cidadania, aplicando conceitos políticos básicos.
(GO-EMCHS603A) Entender os processos de formação da Primeira Guerra Mundial, utilizando os fatos históricos que remetam às experiências políticas e de exercício da cidadania para sistematizar os conceitos de Estado, poder, sistemas e regimes de governo. Compreender o pensamento político de Hannah Arendt para pensar criticamente o poder e a soberania no Estado contemporâneo. Analisar as relações de poder nas sociedades contemporâneas a partir do pensamento de Foucault.
Estado, poder, formas, sistemas e regimes de governo
Os objetivos da aula são:
Compreender diferentes sentidos do termo “política” no uso cotidiano e no sentido clássico (polis).
Problematizar a associação entre “política” e “politicagem”, identificando critérios para um juízo mais consistente.
Relacionar política a problemas contemporâneos, analisando a crise climática como questão política que exige mobilização social.
Apresentar o tema e ativar conhecimentos prévios, solicitando registrar (em 2 linhas) “o que é política” e “para que serve”, antes da leitura.
Realizar leitura orientada do texto “Política para quê?” e esclarecer vocabulário-chave (polis, governar/gerir, negociação, interesse coletivo/particular).
Política: Conjunto de práticas e decisões ligadas à vida pública e à organização da convivência em sociedade; no texto, envolve desde usos cotidianos do termo até o sentido de governar a “cidade” e enfrentar problemas coletivos.
Política como “saber negociar/ser flexível” no convívio: usar “ser mais político” para evitar rigidez e buscar uma boa solução em situações do dia a dia.
Moderna Plus Filosofia, capítulo 7.
Aplicar uma produção curta individual (8–10 linhas) respondendo: “Política para quê?”, exigindo: 1 definição (com polis), 1 distinção entre política e politicagem, 1 exemplo de questão política atual (podendo ser a crise climática).
Aplicar avaliação acessível e significativa, priorizando demonstrar compreensão do que foi ensinado de forma acessível (não apenas por prova escrita longa).
Política para quê?
1. A política é um assunto que cada vez mais pessoas julgam conhecer bem; por isso, é comum haver quem se sinta apto a falar com propriedade sobre o tema. No entanto, nem sempre as ideias expressas por essas pessoas têm consistência, em razão do desconhecimento de conceitos necessários para pensar criticamente a atividade política.
2. Nas conversas cotidianas, usamos a palavra política com diferentes sentidos. Para alguém muito intransigente, aconselhamos ser “mais político”, ou seja, evitar a rigidez e aprender a negociar uma boa solução para um eventual problema ou para tomar a melhor atitude em situações diversas. Costumamos nos referir à “política” da empresa, da escola ou da Igreja como alusão ao modo como essas instituições procedem. A palavra pode ser também empregada com sentido pejorativo, quando pessoas desencantadas a associam indevidamente à “politicagem”, isto é, ao exercício equivocado do poder público, em que predominam interesses particulares sobre os coletivos.
3. Afinal, de que trata a política? Termo oriundo do grego polis (que significa “cidade”), refere-se à arte de governar, de gerir o destino da cidade. Ao acompanhar o movimento da história, pode-se constatar que essa definição adquire diferentes nuances conforme o contexto temporal/espacial e as especificidades de cada época e sociedade, bem como variam as expectativas a respeito da atitude do agente político.
4. Nas últimas décadas, vêm ganhando força as manifestações relacionadas às questões ambientais e a noção de que a crise climática é também um problema político que exige mobilização social. Os manifestantes costumam reivindicar leis ambientais mais rígidas para a fiscalização dos impactos ao ambiente, bem como alterações nos modos produtivos que diminuam a exploração dos recursos naturais.
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