TEMA: Poder e força
Nossa aula foi:
3ºA, terça-feira, 3 de março de 2026.
3ºB, terça-feira, 3 de março de 2026.
3ºC, terça-feira, 3 de março de 2026.
EIXO TEMÁTICO
HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS603) Analisar a formação de diferentes países, povos e nações e de suas experiências políticas e de exercício da cidadania, aplicando conceitos políticos básicos.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS603A) Entender os processos de formação da Primeira Guerra Mundial, utilizando os fatos históricos que remetam às experiências políticas e de exercício da cidadania para sistematizar os conceitos de Estado, poder, sistemas e regimes de governo. Compreender o pensamento político de Hannah Arendt para pensar criticamente o poder e a soberania no Estado contemporâneo. Analisar as relações de poder nas sociedades contemporâneas a partir do pensamento de Foucault.
CONTEÚDO
Estado, poder, formas, sistemas e regimes de governo
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender poder como relação entre polos (quem exerce e quem sofre) e como capacidade de produzir efeitos sobre indivíduos/grupos.
Distinguir “poder” de “força”, reconhecendo força como meio/instrumento para influenciar comportamentos (não apenas violência física).
Analisar exemplos de força não violenta (mobilização eleitoral, greve, “charme”/sedução) como formas de influência social e política.
Argumentar sobre critérios éticos do exercício do poder, relacionando o caso do jogo de sedução do texto à ideia de abuso/uso imoral.
Produzir uma síntese conceitual (poder, força, ética) com justificativas baseadas no texto.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de
aula:
Apresentar o tema “poder e força” e ativar conhecimentos prévios com a pergunta disparadora: “Toda força é violência? Todo poder é abuso?”.
Organizar a turma em grupos e realizar leitura
orientada do texto, com marcação de trechos que definam “poder”, “força” e
exemplos (democracia/partido, sindicato/greve, sedução).
Trechos que definem “poder”
“A política envolve relações de poder, que é a capacidade ou a possibilidade de agir, de produzir efeitos desejados sobre indivíduos ou grupos humanos.”
“O conceito de poder pressupõe dois polos: o de
quem o exerce e o daquele sobre quem é exercido.”
“O poder é, portanto, uma relação ou um conjunto de
relações pelas quais indivíduos ou grupos interferem na atividade de outros
indivíduos ou grupos.”
Trechos que definem “força”
“Para exercê-lo, é preciso ter força, entendida nesse contexto como instrumento para o exercício do poder.”
“Assim, força não significa necessariamente a posse
de meios violentos de coerção, mas de meios que me permitam influir no
comportamento de outra pessoa.”
“Em suma, a força é a canalização da potência, é a
sua determinação.”
Trechos-exemplos (para marcar no texto)
“Se, numa democracia, um partido tem peso político, é porque tem força para mobilizar certo número de eleitores.”
“Se um sindicato tem peso político, é porque tem
força para deflagrar uma greve.”
“A força não é sempre (…) um revólver apontado para
alguém; pode ser o charme de um ser amado, quando me extorque alguma decisão
(…).”
“O romance relata a aposta entre dois nobres cujo
desafio é seduzir uma bela mulher casada (…) uma vez desencadeado o jogo de
sedução – um jogo de forças – (…)”
“O uso (ou abuso) do poder (…) para seduzir a
mulher é imoral, uma vez que eles têm a finalidade de enganá-la (…) O poder
exercido de maneira ética é atrelado ao respeito (…)”
Propor um miniestudo de caso (situação-problema)
inspirado no texto: “Influenciadores digitais convencem alguém a tomar uma
decisão contra seus interesses”; debater se há poder, quais forças atuam e se
há abuso, fundamentar com conceitos do texto.
Conduzir uma socialização final e sistematizar
critérios éticos: delimitar diferença entre influenciar e coagir/enganar;
relacionar ao respeito e aos direitos humanos, orientar argumentação com base
em informações confiáveis.
MATERIAL:
Moderna Plus Filosofia, capítulo 7.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Avaliar participação e cooperação no Jigsaw (escuta, explicação ao grupo, respeito às falas).
Solicitar uma produção individual curta (10–12 linhas): definir poder e
força com palavras próprias, citar dois exemplos do texto (um político e um
interpessoal) e julgar eticamente o caso de Ligações perigosas com
justificativa.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Manter os mesmos conceitos-alvo (poder, força, ética), reduzir carga de escrita e ampliar apoios de estrutura e tempo, com foco em demonstrar compreensão.
Oferecer uma atividade individual com suporte: fornecer um quadro com
frases incompletas para completar (ex.: “Poder é…”, “Força pode ser…”, “Um
exemplo de força sem violência é…”, “No caso da sedução, considero (ético/não
ético) porque…”).
Permitir resposta multimodal: autorizar resposta oral gravada (1–2 min)
ou conversa avaliativa breve com roteiro, registrar em ata os indicadores
atingidos (identificar conceito; dar 1 exemplo; dizer se houve abuso e por
quê).
MATERIAL:
Poder e força
1. A política envolve relações de poder, que é a capacidade ou a possibilidade de agir, de produzir efeitos desejados sobre indivíduos ou grupos humanos. O conceito de poder pressupõe dois polos: o de quem o exerce e o daquele sobre quem é exercido.
2. O poder é, portanto, uma relação ou um conjunto de relações pelas quais indivíduos ou grupos interferem na atividade de outros indivíduos ou grupos. Para exercê-lo, é preciso ter força, entendida nesse contexto como instrumento para o exercício do poder. Quando nos referimos a esse termo, é comum pensarmos imediatamente em capacidade física, coerção ou violência, mas há outros tipos de força. Sobre isso comenta o filósofo francês Gérard Lebrun:
2.1 Se, numa democracia, um partido tem peso político, é porque tem força para mobilizar certo número de eleitores. Se um sindicato tem peso político, é porque tem força para deflagrar uma greve. Assim, força não significa necessariamente a posse de meios violentos de coerção, mas de meios que me permitam influir no comportamento de outra pessoa. A força não é sempre (ou melhor, é rarissimamente) um revólver apontado para alguém; pode ser o charme de um ser amado, quando me extorque alguma decisão (uma relação amorosa é, antes de mais nada, uma relação de forças; conferir as Ligações perigosas, de Laclos). Em suma, a força é a canalização da potência, é a sua determinação. E é graças a ela que se pode definir a potência na ordem nas relações sociais ou, mais especificamente, políticas.
3. Para entender melhor a referência ao livro Ligações perigosas, de Choderlos de Laclos, é necessário saber que a história tem como pano de fundo os ambientes luxuosos da nobreza francesa decadente no período que antecedeu a Revolução Francesa, no fim do século XVIII. O romance relata a aposta entre dois nobres cujo desafio é seduzir uma bela mulher casada, tímida e fiel ao marido. No entanto, uma vez desencadeado o jogo de sedução – um jogo de forças –, os acontecimentos fogem ao controle dos “jogadores”, porque da atração, ainda que artificialmente provocada, floresce o sentimento verdadeiro. Em uma situação como a desse romance, o uso (ou abuso) do poder dos apostadores para seduzir a mulher é imoral, uma vez que eles têm a finalidade de enganá-la e deixá-la vulnerável. O poder exercido de maneira ética é atrelado ao respeito a todos, não sendo admitidos abusos por parte daqueles que o detêm.
Nossa aula foi:
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3ºB, terça-feira, 3 de março de 2026.
3ºC, terça-feira, 3 de março de 2026.
EIXO TEMÁTICO
(EM13CHS603) Analisar a formação de diferentes países, povos e nações e de suas experiências políticas e de exercício da cidadania, aplicando conceitos políticos básicos.
(GO-EMCHS603A) Entender os processos de formação da Primeira Guerra Mundial, utilizando os fatos históricos que remetam às experiências políticas e de exercício da cidadania para sistematizar os conceitos de Estado, poder, sistemas e regimes de governo. Compreender o pensamento político de Hannah Arendt para pensar criticamente o poder e a soberania no Estado contemporâneo. Analisar as relações de poder nas sociedades contemporâneas a partir do pensamento de Foucault.
Estado, poder, formas, sistemas e regimes de governo
Os objetivos da aula são:
Compreender poder como relação entre polos (quem exerce e quem sofre) e como capacidade de produzir efeitos sobre indivíduos/grupos.
Distinguir “poder” de “força”, reconhecendo força como meio/instrumento para influenciar comportamentos (não apenas violência física).
Analisar exemplos de força não violenta (mobilização eleitoral, greve, “charme”/sedução) como formas de influência social e política.
Argumentar sobre critérios éticos do exercício do poder, relacionando o caso do jogo de sedução do texto à ideia de abuso/uso imoral.
Produzir uma síntese conceitual (poder, força, ética) com justificativas baseadas no texto.
Apresentar o tema “poder e força” e ativar conhecimentos prévios com a pergunta disparadora: “Toda força é violência? Todo poder é abuso?”.
Trechos que definem “poder”
“A política envolve relações de poder, que é a capacidade ou a possibilidade de agir, de produzir efeitos desejados sobre indivíduos ou grupos humanos.”
“Para exercê-lo, é preciso ter força, entendida nesse contexto como instrumento para o exercício do poder.”
“Se, numa democracia, um partido tem peso político, é porque tem força para mobilizar certo número de eleitores.”
Moderna Plus Filosofia, capítulo 7.
Avaliar participação e cooperação no Jigsaw (escuta, explicação ao grupo, respeito às falas).
Manter os mesmos conceitos-alvo (poder, força, ética), reduzir carga de escrita e ampliar apoios de estrutura e tempo, com foco em demonstrar compreensão.
Poder e força
1. A política envolve relações de poder, que é a capacidade ou a possibilidade de agir, de produzir efeitos desejados sobre indivíduos ou grupos humanos. O conceito de poder pressupõe dois polos: o de quem o exerce e o daquele sobre quem é exercido.
2. O poder é, portanto, uma relação ou um conjunto de relações pelas quais indivíduos ou grupos interferem na atividade de outros indivíduos ou grupos. Para exercê-lo, é preciso ter força, entendida nesse contexto como instrumento para o exercício do poder. Quando nos referimos a esse termo, é comum pensarmos imediatamente em capacidade física, coerção ou violência, mas há outros tipos de força. Sobre isso comenta o filósofo francês Gérard Lebrun:
2.1 Se, numa democracia, um partido tem peso político, é porque tem força para mobilizar certo número de eleitores. Se um sindicato tem peso político, é porque tem força para deflagrar uma greve. Assim, força não significa necessariamente a posse de meios violentos de coerção, mas de meios que me permitam influir no comportamento de outra pessoa. A força não é sempre (ou melhor, é rarissimamente) um revólver apontado para alguém; pode ser o charme de um ser amado, quando me extorque alguma decisão (uma relação amorosa é, antes de mais nada, uma relação de forças; conferir as Ligações perigosas, de Laclos). Em suma, a força é a canalização da potência, é a sua determinação. E é graças a ela que se pode definir a potência na ordem nas relações sociais ou, mais especificamente, políticas.
3. Para entender melhor a referência ao livro Ligações perigosas, de Choderlos de Laclos, é necessário saber que a história tem como pano de fundo os ambientes luxuosos da nobreza francesa decadente no período que antecedeu a Revolução Francesa, no fim do século XVIII. O romance relata a aposta entre dois nobres cujo desafio é seduzir uma bela mulher casada, tímida e fiel ao marido. No entanto, uma vez desencadeado o jogo de sedução – um jogo de forças –, os acontecimentos fogem ao controle dos “jogadores”, porque da atração, ainda que artificialmente provocada, floresce o sentimento verdadeiro. Em uma situação como a desse romance, o uso (ou abuso) do poder dos apostadores para seduzir a mulher é imoral, uma vez que eles têm a finalidade de enganá-la e deixá-la vulnerável. O poder exercido de maneira ética é atrelado ao respeito a todos, não sendo admitidos abusos por parte daqueles que o detêm.
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