TEMA: Filosofia da
não violência
Nossa aula foi:
3ºA,terça-feira,
25 de maio de 2026 .
3ºB,terça-feira,
25 de maio de 2026 .
3ºC,terça-feira,
25 de maio de 2026 .
EIXO TEMÁTICO
HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS604) Discutir o papel dos organismos internacionais no contexto mundial, com vistas à elaboração de uma visão crítica sobre seus limites e suas formas de atuação nos países, considerando os aspectos positivos e negativos dessa atuação para as populações locais.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS604D) Analisar a atuação da ONU no Brasil Contemporâneo, pesquisando a influência da Filosofia Humanista como base ética da reflexão e atuação em prol dos direitos fundamentais para construir uma visão crítica sobre o papel dos organismos internacionais no contexto dos Direitos Humanos.
Compreender o pensamento político de Tomás de Aquino (o papel do governante no cuidado dos súditos).
Analisar, por meio da filosofia de Erasmo de Roterdã, a relação entre a filosofia humanista e os princípios fundamentais dos direitos humanos.
CONTEÚDO
Organismos Internacionais
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Identificar as ideias centrais do texto sobre Gandhi, desobediência civil e compromisso com a verdade.
Explicar, com suas próprias palavras, o sentido de
satyagraha e de “não violência do forte” presentes no texto.
Reconhecer a diferença entre obediência às leis e
desobediência a leis injustas, conforme apresentado pelo autor do material.
Relacionar o exemplo de Gandhi (Marcha do Sal,
boicotes) à noção de ação política não violenta discutida no texto.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de
aula:
No quadro: pergunta disparadora – “É sempre certo obedecer às leis?”
Cada aluno responde individualmente, por escrito,
em 4–5 linhas, justificando seu ponto de vista.
Em seguida, o professor convida 2 ou 3 estudantes a
lerem sua resposta em voz alta, valorizando diferentes argumentos.
Entrega do texto “A desobediência civil em Gandhi”
(Moderna Plus Filosofia, p. 320) para todos os alunos.
Leitura silenciosa individual, com destaque
(sublinhar ou marcar) de:
uma frase que explique o que é satyagraha;
um exemplo de desobediência civil apresentado no texto (prisão de Thoreau, Marcha do Sal, boicote, etc.);
um trecho que fale sobre “leis injustas”.
Em seguida, o professor realiza uma leitura em voz
alta de trechos selecionados, esclarecendo vocabulário quando necessário (por
exemplo: “satyagraha”, “não violência do forte”, “Estado de direito”).
Cada aluno recebe (ou copia do quadro) três
“situações-problema” baseadas no texto, para responder individualmente, por
escrito:
De acordo com o texto, por que Gandhi prefere falar em “força da verdade” em vez de “resistência passiva”?
O que torna uma lei “injusta”, segundo a
perspectiva apresentada no texto (Gandhi e Thoreau)?
Escolha um exemplo do texto (prisão de Thoreau,
Marcha do Sal ou boicote às roupas britânicas) e explique por que ele pode ser
considerado um caso de desobediência civil.
Depois de responderem, o professor pede que alguns
alunos leiam apenas a resposta de uma das questões.
A partir disso, o professor conduz um diálogo
coletivo, retomando trechos do texto para confirmar, corrigir ou aprofundar as
respostas, sempre incentivando que os alunos argumentem e citem o texto para
justificar o que dizem.
No quadro, o professor propõe: “Em 3–4 linhas,
explique por que, segundo o texto, a desobediência civil de Gandhi não é
violência, mas também não é passividade.”
Cada aluno faz a síntese individualmente, fechando
a aula com uma produção própria e reflexiva, a partir da leitura.
MATERIAL:
Moderna Plus Filosofia, páginas 320.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Instrumento principal:
As respostas individuais às três situações-problema e à síntese final.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Em vez das três questões abertas, o aluno recebe uma folha com itens mais objetivos, por exemplo:
Marque com um X o que Gandhi defendia:
( ) violência contra os inimigos
( ) não violência e força da verdade
Segundo o texto, Thoreau foi preso porque:
( ) roubou um banco
( ) se recusou a pagar um imposto que considerava injusto
Escreva uma frase do texto (ou reescreva com suas palavras) que mostre um
exemplo de desobediência civil.
Nossa aula foi:
3ºA,
3ºB,
3ºC,
(EM13CHS604) Discutir o papel dos organismos internacionais no contexto mundial, com vistas à elaboração de uma visão crítica sobre seus limites e suas formas de atuação nos países, considerando os aspectos positivos e negativos dessa atuação para as populações locais.
(GO-EMCHS604D) Analisar a atuação da ONU no Brasil Contemporâneo, pesquisando a influência da Filosofia Humanista como base ética da reflexão e atuação em prol dos direitos fundamentais para construir uma visão crítica sobre o papel dos organismos internacionais no contexto dos Direitos Humanos.
Compreender o pensamento político de Tomás de Aquino (o papel do governante no cuidado dos súditos).
Analisar, por meio da filosofia de Erasmo de Roterdã, a relação entre a filosofia humanista e os princípios fundamentais dos direitos humanos.
Organismos Internacionais
Os objetivos da aula são:
Identificar as ideias centrais do texto sobre Gandhi, desobediência civil e compromisso com a verdade.
No quadro: pergunta disparadora – “É sempre certo obedecer às leis?”
uma frase que explique o que é satyagraha;
um exemplo de desobediência civil apresentado no texto (prisão de Thoreau, Marcha do Sal, boicote, etc.);
um trecho que fale sobre “leis injustas”.
De acordo com o texto, por que Gandhi prefere falar em “força da verdade” em vez de “resistência passiva”?
Moderna Plus Filosofia, páginas 320.
Instrumento principal:
As respostas individuais às três situações-problema e à síntese final.
Em vez das três questões abertas, o aluno recebe uma folha com itens mais objetivos, por exemplo:
( ) violência contra os inimigos
( ) não violência e força da verdade
( ) roubou um banco
( ) se recusou a pagar um imposto que considerava injusto
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MATERIAL:
Filosofia da não violência
1. Entre os defensores do pacifismo, destaca-se a figura de Mahatma Gandhi, líder da resistência indiana contra a dominação britânica (1858–1947). Suas principais estratégias eram: não colaboração, greve pacífica, jejum, boicote e desobediência civil. Por estarem ancoradas em uma concepção filosófica da “não violência do forte”, essas medidas representam algo além de meras táticas de resistência passiva. Por isso, Gandhi preferia referir-se à sua doutrina como satyagraha, termo hindi que significa literalmente “força da verdade”.
2. Para Gandhi, o compromisso com a verdade exige a obrigação de defender apenas causas justas e a denúncia de todas as formas de injustiça, tornando transparentes as mentiras e os crimes dos violentos. Além disso, envolve a capacidade de dialogar de modo objetivo e imparcial e a disposição para negociar e mudar de ideia quando preciso.
3. O líder indiano inspirou-se na obra Desobediência Civil, publicada em 1849 pelo estadunidense Henry Thoreau. Em 1846, Thoreau foi preso por uma noite por não pagar, ao longo de seis anos, um imposto obrigatório para todos os cidadãos do estado de Massachusetts. Ele entendia que o pagamento desse imposto era uma forma de sustentar a escravidão e de financiar a guerra dos Estados Unidos contra o México, dois empreendimentos considerados injustos e que contrariavam os princípios de liberdade, dignidade e igualdade. Em sintonia com sua defesa abolicionista, Thoreau via na recusa ao pagamento de impostos uma forma não violenta de combater um Estado escravocrata envolvido em uma guerra injusta. Essa era, para ele, uma forma de desobediência civil.
4. Gandhi conseguiu ampliar o conceito de Thoreau, restrito à ação individual, dando-lhe uma dimensão coletiva. Como advogado, Gandhi reconhecia a importância do respeito ao Estado de Direito, porém conclamava as pessoas a desobedecer às leis injustas e a arcar com as consequências, mesmo quando envolviam risco de prisão. A intenção dele com a desobediência civil era sensibilizar a opinião pública para denunciar injustiças.
5. O grande mérito de Gandhi foi conseguir mobilizar as massas. Na Marcha do Sal (1930), por exemplo, após caminhar a pé durante vários dias até o mar, milhares de indianos recolheram água e a deixaram secar para obter o sal. O propósito era desobedecer às ordens britânicas, que determinavam o monopólio do sal na Índia e proibiam a extração do produto para consumo interno, obrigando os indianos a comprar sua versão industrializada. Centenas de pessoas foram presas, incluindo o líder, mas o povo conquistou seu objetivo: a alteração da lei. Outra vitória importante foi o boicote às roupas de origem britânica, o que promoveu o ressurgimento dos tecidos feitos à mão pelos indianos.
Filosofia da não violência
1. Entre os defensores do pacifismo, destaca-se a figura de Mahatma Gandhi, líder da resistência indiana contra a dominação britânica (1858–1947). Suas principais estratégias eram: não colaboração, greve pacífica, jejum, boicote e desobediência civil. Por estarem ancoradas em uma concepção filosófica da “não violência do forte”, essas medidas representam algo além de meras táticas de resistência passiva. Por isso, Gandhi preferia referir-se à sua doutrina como satyagraha, termo hindi que significa literalmente “força da verdade”.
2. Para Gandhi, o compromisso com a verdade exige a obrigação de defender apenas causas justas e a denúncia de todas as formas de injustiça, tornando transparentes as mentiras e os crimes dos violentos. Além disso, envolve a capacidade de dialogar de modo objetivo e imparcial e a disposição para negociar e mudar de ideia quando preciso.
3. O líder indiano inspirou-se na obra Desobediência Civil, publicada em 1849 pelo estadunidense Henry Thoreau. Em 1846, Thoreau foi preso por uma noite por não pagar, ao longo de seis anos, um imposto obrigatório para todos os cidadãos do estado de Massachusetts. Ele entendia que o pagamento desse imposto era uma forma de sustentar a escravidão e de financiar a guerra dos Estados Unidos contra o México, dois empreendimentos considerados injustos e que contrariavam os princípios de liberdade, dignidade e igualdade. Em sintonia com sua defesa abolicionista, Thoreau via na recusa ao pagamento de impostos uma forma não violenta de combater um Estado escravocrata envolvido em uma guerra injusta. Essa era, para ele, uma forma de desobediência civil.
4. Gandhi conseguiu ampliar o conceito de Thoreau, restrito à ação individual, dando-lhe uma dimensão coletiva. Como advogado, Gandhi reconhecia a importância do respeito ao Estado de Direito, porém conclamava as pessoas a desobedecer às leis injustas e a arcar com as consequências, mesmo quando envolviam risco de prisão. A intenção dele com a desobediência civil era sensibilizar a opinião pública para denunciar injustiças.
5. O grande mérito de Gandhi foi conseguir mobilizar as massas. Na Marcha do Sal (1930), por exemplo, após caminhar a pé durante vários dias até o mar, milhares de indianos recolheram água e a deixaram secar para obter o sal. O propósito era desobedecer às ordens britânicas, que determinavam o monopólio do sal na Índia e proibiam a extração do produto para consumo interno, obrigando os indianos a comprar sua versão industrializada. Centenas de pessoas foram presas, incluindo o líder, mas o povo conquistou seu objetivo: a alteração da lei. Outra vitória importante foi o boicote às roupas de origem britânica, o que promoveu o ressurgimento dos tecidos feitos à mão pelos indianos.
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